Durante perto de dezanove anos, trabalhei numa das maiores minas de manganês do Mundo, em Serra do Navio, aproximadamente no centro geométrico do Estado do Amapá, Norte do Brasil, em plena Floresta Amazónica, como se pode ver nos mapas que se juntam
O minério era transportado por caminho de ferro, numa extensão de duzentos quilómetros, para o Porto Mineraleiro de Santana, na margem esquerda do rio Amazonas.
Tanto a vila de Serra do Navio, como a vila Amazonas, que ficava perto de Santana, tinham cerca de quatrocentas e setenta habitações, além de hotel, alojamentos para solteiros, e solteiras, escolas até ao oitavo ano, hospitais, mercados, campos de foot-ball, ténis, e outros, água e esgotos tratados, etc.
Ao contrário do que às vezes se vê nos filmes sobre a Amazónia, os supermercados da Companhia vendiam tudo muitíssimo mais barato do que os outros.Mas só para os seus funcionários.
A vida era muito agradável, com jantares, churrascos e festas praticamente todos os fins de semana. O pessoal era muito alegre e sociável, porque quem assim não fosse, ou não aguentava e se despedia, ou a Companhia se encarregava de o fazer. A capital do Estado, Macapá, fica a uns vinte quilómetros de Santana e portanto a uns duzentos e vinte, de Serra do Navio, por estrada de rodagem.
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