segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FAROFA ADUBADA - Márcio Martins/Rotenio


O Bruno pede a receita da FAROFA ADUBADA.
 
Embora não se lembre da receita original, o Márcio encamina a receita abaixo e o Rotenio pede para incluir a pimenta de cheiro do Amapá, a melhor que existe:

-Farinha de mandioca flocada ( para substituir a farinha grossa, que por aqui não se acha)

-Carne seca desfiada

-lingüiça calabreza

-ovos cozidos

-azeitonas verdes

-cebola e manteiga, pouco sal.

Peça pra D. Regina fazer, afinal, avó é pra essas coisas e ela cozinha bem.

Parabéns pela chegada do filho.

Márcio

O RITUAL DO MIJO - Márcio Martins


O Bruno, filho do Celso, perguntou aos "tios" do Amapá o que era o "ritual" do MIJO.

O tio Márcio Martins, se prontificou a explicar, mas, se alguém tiver mais detalhes, pode mandar que a gente publica. Então, vamos ler a explicação do Márcio!
 
O racha no “Manelão” era de lei. 0 “mijo” começava ali e acabava no CCH.

Não havia chopp em SNV na época, então era na velha e deliciosa cerpinha que ficávamos “mamados” (pra homenagear o recém nascido).

Da farofa turbinada eu não me lembro, mas o que o pai fresco oferecia sempre foi muito apreciado, fosse a farofa turbinada ou  farinha grossa com sardinha.

Não me lembro de outro ritual, mas você pode tomar o seu chopp na mamadeira e disputar o racha vestindo uma fralda, com ou sem o calção.

Pode incorporar o ritual na família e mandar a conta pro vô Celso.

Márcio

A SALSICHA DO WILSON - Miklós

Ninguém se esquece dos famosos jogos olímpicos entre Santana e SNV. A sede vencedora ganhava o trofeu que  era um pinico esmaltado.
Os jogos transcorriam na maior  candura, palavrões desconhecidos surgiam nesses jogos, coisa maravilhosa. Meu Camões, certamente, tinha no além entendido o sublime palavreado da lingua Portuguesa.
Mas deixa estar que num dos jogos em Santana, o recém nomeado governador do Territorio Federal do Amapá, se não me engano o último nomeado pelos militares, comandante Annibal Barcellos, compareceu ao evento em Santana. Muita gente não sabia quem ele era e eis que o governador surge na quadra de volei, onde, pela equipe de Santana, jogava o Álvaro da Brumasa, um cara de 2 metros que jogava bem o volei.
Nisso, o WTB (Wilson Baptista), que já estava mamado, vê aquela figura do governador, barrigudinho, meio calvo  e diz: Vovô, vai uma salsicha?! E tira a mesma do pinico, pois estava na cerveja.
O legal é que o Comandante Barcellos pegou a salsicha. Todos nós demos boas risadas desse incidente histórico das Olimpíadas.

Miklós

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONCERTO DOS GUARIBAS - Márcio


Rotênio, e os concertos dos Guaribas que você ouvia de sua casa em SNV?
 
Ela também era perto da floresta: lá era você, a floresta, os guaribas e, vez em quando, o silêncio.

Márcio.

ERA EU A MÚSICA E O SILÊNCIO - Rotenio

Duas décadas depois de sair da Icomi, voltei a trabalhar para uma empresa da CAEMI, a Cadam.
 
Em 2001, a minha empresa, subcontratada da Progen Engenharia, foi desenvolver alguns trabalhos em Monte Dourado onde fiquei morando por 7 meses coordenando vários projetos para aumento da capacidade de produção, tais como: o segundo mineroduto, alterações na floculação seletiva, novo filtro rotativo.
Aos sábados, religiosamente, eu assistia à TV Senado (aquele 0,001% do índice de audiência era eu...).
 
O então senador Artur da Távola tinha um programa de concertos de musica erudita. Eu não perdia um. Às sete horas da manhã lá estava eu numa cadeira confortável que havia comprado, fabricada artesanalmente em Monte Dourado.
 
O programa era escolhido por ele. Gostei de todos que assisti, mas alguns foram memoráveis. Acreditem se quiser, mas a versão do ballet Lago dos Cisnes atualizada para os tempos modernos, com os dançarinos de fraque e cartola e as dançarinas com vestidos sensuais de noite, transformou aquela peça açucaradamente romântica em algo com um erotismo explosivo, em particular as cenas com o Cisne Negro. Fiquei de queixo caído, não acreditando no que via. Como foi possível transmitir tensão erótica nesse ballet? Também com acentuada carga erótica foi um pas de deux  em que o casal de dançarinos “dançava” no ar, agarrados a peças de seda que desciam do teto. Desenvolviam a dança evoluindo de uma tira de seda para outra, com movimentos em todos os sentidos – ascendentes, descendentes, na horizontal etc., sem nunca tocarem o chão. Imagino o esforço sobre-humano e o controle absoluto das expressões faciais para transmitir ao mesmo tempo uma leveza somente possível em gravidade zero e a  lascívia/erotismo nos contatos e nas evoluções ao redor um do outro. Havia paixão naquela interpretação única. Fascinante.
 
Os concertos de Mozart que ele apresentou, qualquer um, eram para ficar de joelhos...Muitos com interpretações não convencionais, mas primorosas.
 
Para completar, minha casa era a última da rua, ao lado da mata. Era eu, a música e o silêncio. Não é contraditório...É inesquecível.
 
Rotenio

JUANITO CAMINÃDOR - Miklós

Márcio e Rotenio, vocês merecem uma coroa de louros! Que maravilhoso resgatar essas memórias.

O Enedino já era fonte de fornecimento do liquido dourado nos fins dos anos 50 e, de acordo com o Butler, não era o Juanito Caminãdor, (Johnny Walker do Paraguay), pois, se alguém entendia de uisque, esse era o cara.

O Butler, junto com o Melvin Neff, sempre visitavam o Newsinger/Sonia em PLN e, meu, tomavam todo o estoque além do que eles traziam.

Miklós

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O COMEÇO DE TUDO - Wladisney


A foto histórica acima foi encaminhada pelo Wladisney.
Ela bem que merece uma ótima história.
Quem se habilita?!

A INSÔNIA DO PIETR - Rotênio

 A minha casa na Serra do Navio era a última da vila, CC7 - 35. Uma das duas mais antigas casas da CC, ainda com colunas e vigas 100% em madeira. Eu dizia que era minha por direito de usucapião...Com intervalos de 4 anos a administração da Vila fazia uma reforma total e, nesse período, ficávamos em outra casa por perto.
 
Com a mata do outro lado da rua, os guaribas eram presença constante por ali. Cheguei a gravar uma audição, um autêntico coral, que durou uns 15 minutos. Pena que a fita K7 desapareceu antes do advento do CD. Era um testemunho “sinfônico” incrível, com todas as modulações que o guariba principal era capaz.
A parte superior do armário embutido do nosso quarto era o local onde guardava umas 100 garrafas de whisky, compradas do “seu” Enedino. Certa noite o Pietr, com pouco menos de 3 anos, estava no quarto dele, papagaiando sem parar. Eu e a Zanizer estávamos lendo na sala, não prestando muita atenção no que ele falava. De repente percebemos que ele havia mudado o padrão do monólogo e estava repetindo uma cantilena “fumaça, fumaça, fumaça...”. Saímos apressados para a área dos quartos, quase nos entalando na porta da sala de pastilhas (a Zanizer estava grávida da Petruska). A fumaça saia do armário embutido, no lado que eu usava...Quando abri as portas do armário saiu uma língua de fogo que quase atravessou o quarto. Agindo instintivamente e sem proteção nenhuma, enfiei as mãos no armário, arrancando as roupas dos cabides e jogando-as no chão. Eu só pensava nas 100 garrafas do liquido um “pouquinho” inflamável na parte de cima, e dos meus documentos também guardados por lá. Apaguei as chamas das roupas no chão creio que sapateando em cima...Muito eficiente. Da área de serviço trouxe uns baldes de água e tudo se resolveu, sem necessidade dos bombeiros aparecerem. Mas foi uma boa descarga de adrenalina. Se as chamas atingissem o whisky, provavelmente a casa inteira seria destruída antes dos bombeiros chegarem. Tudo se resolveu graças à insônia do Pietr. O incêndio começou porque a lâmpada que permanecia acesa no armário, contra o mofo, não tinha aquela caixinha protetora, com uma tela (o Pietr, depois de brincar com minhas botas de borracha de cano alto, foi guardá-las e empurrou as pernas de uma calça, que encostaram na lâmpada). Eu já havia solicitado para a administração as tais caixas protetoras das lâmpadas, mas foram instaladas depois do susto. O único prejuízo foi que perdi quase todas as roupas. A solução foi comprar na feirinha calças e camisas da Guararapes de Natal que eram vendidas pelos camelôs que iam até a Serra a cada quinze dias. Tecidos sintéticos mas, juro, nenhuma camisa que comprei era do tipo Volta ao Mundo, o monumento ao mau gosto da década de 70.....Sobre a Volta ao Mundo, bem, isso já é outra história e fica para a próxima vez.   

Rotenio

QUANTO VALE UMA EMPRESA? - Wladisney



Muitas vezes na contabilidade humana somamos e subtraímos bens materiais.

A CAEMI não poderia escapar a esta avaliação. A reportagem do Jornal Valor nunca poderá captar o número de pessoas que tiveram sua qualidade de vida alterada.
 
Quantas vidas foram salvas por um projeto pioneiro de saneamento na Amazônia?
 
Quantas crianças que lá nasceram, estudaram, hoje fazem carreira ao longo desse mundão de meu Deus?

E nossas amizades, nossas lembranças que o tempo não desfaz?

Esses detalhes são grandes demais para esquecermos da Grandeza da CAEMI e de seu fundador.

Wladisney.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BANANINHA II - Márcio Martins

A esposa do Bananinha estava grávida, perto de dar a luz. Então ele, aproveitando a oportunidade, aportou no escritório da geologia chorando as pitangas.

- Sabe doutor, minha mulher vai dar a luz e nós estamos meio necessitados de algumas coisas pra receber o neném. Tô precisando comprar um berço, fraldas, mamadeiras, e outras coisinhas. Como o pagamento é só pro final do mês, não dá pro senhor me adiantar um dinheiro pra eu providenciar estas coisas? No pagamento eu acerto.

História pra boi dormir, todo mundo se fechou em copas.

Mas o Abreu (geólogo) se condoeu, não pelo lero lero do Bananinha, mas pela possível situação de penúria que o bebe encontraria e emprestou  a grana.

Bananinha saiu satisfeito e falamos pro Abreu:

-“Pode dar adeus, essa grana você não vai receber nunca mais.”

--“Tudo bem, foi por causa do bebe”

Passado alguns dias, o Bananinha sorridente que só, desfilava pela Vila com um rádio tipo portátil, top de linha, que punha no chinelo o Transglobo 7 faixas do Abreu.

Daí foi aquela gozação pra cima do Abreu. “Você já viu o bercinho que o Bananinha comprou com o seu dinheiro?” . “Tá querendo pegar mais algum pras chupetas” e coisas do gênero.

O Abreu ficou muito puto e pediu pro encarregado trazer o dito cujo até o escritório.

Todo mundo lá, chega o Bananinha e o Abreu dá o maior esculacho no próprio e finalizou:

-“Bananinha, você revolucionou a física”

-“Ahhn?”

-“ É,  você conseguiu fazer com que o som fosse mais rápido que a luz.
Foi de morrer de rir.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BANANINHA - Márcio Martins

Bananinha era um sondador da geologia. Creio que o seu 1º nome de batismo era Raimundo, então o apelido era importante para distinguir um Raimundo do outro, já que 50% dos amapaenses e paraenses têm o nome de Raimundo.

Pois bem, o Bananinha era conhecido por ser um devedor contumaz: emprestava grana de todos e não pagava ninguém. Nós, da geologia, quando ele chegava no escritório central já ficávamos com um pé atrás.

Belo sábado, milagrosamente não chovia, dia de pagamento, estávamos todos só esperando a sirene das onze para ir cervejar no CCH e chega o Bananinha.

-“ Eu queira falar com o Dr. Vitório (Takai)”

Vitório, com sua delicadeza, disse:

-“Pois não, Bananinha”

-“Dr. Vitório, como hoje saiu o pagamento, eu vim aqui pagar o que lhe devo”. Pegou uma  nota de $50 e entregou pro Vitório.

Bateu um silêncio total na sala, pasmo geral.

-“Que bom, Bananinha. Obrigado”

O Vitório já estava embolsando os $50, quando o Bananinha retrucou:

-“Dr. Vitório, é o seguinte, agora não dá pro Sr. me emprestar $100,?”

A gargalhada foi geral.

Vitório, calmo e pensativo, pegou a nota de $50, entregou pro Bananinha e disse:

-“Toma, pega os $50 de volta e você não me deve mais nada”.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Histórias do MIK - Miklos

Acho que todos nós lembramos de histórias do Amapá. Eu vou contar uma que aconteceu com o meu pai (MIK). Meu pai trabalhava na via permanente, e quem se lembra, a construção da ferrovia começou por Porto Platon (PLN).
Lá teve um acampamento montado com casas de papelão que tinha padrão CC e DD além da vila operária. Tinha um clube com restaurante e tudo. Havia um hospital e foi  lá que o Dr. Gusmão começou . Havia uma figura lendária em PLN, chamada Sr. Gerino e outros como o Newsinger.
Essa vila foi desmontada , mas havia uma lagoa ao lado da estação de PLN, que precisava ser drenada.
O homem encarregado dos equipamentos de terraplanagem era conhecido como Maneca e os Euclids já estavam mais do que no fim da vida útil. Assim, o Maneca tinha as mãos cheias para resolver os programas de trabalho.

Papai, daquele jeito hungaro prussiano, falava um português meio arrastado. Mas cumprimentava o Maneca e perguntava como ele estava. Ele sempre respondia tou "fudido". Deixe estar, um dia chegou uma parenteda do Maneca se não me engano eram do Espírito Santo. Desceram do 401 em PLN e foram perguntar para o meu pai aonde estava o Maneca que na ocasião estava trabalhando na drenagem do tal lago.
Papai respondeu Ah! o ta fudido tá logo ai na frente.
Papai não sabia o significado da palavra fudido ris ris.

Grande abraço

Miklos