Logo que cheguei no Amapá, fui fazer minha primeira visita à Serra do Navio.
Fomos eu e o Márcio Martins (MAM), naquele trem de passageiros, que saía à tarde.
Eu ainda estranhava o calor da região e num certo momento, a sede era imensa e acabei não perguntando onde teria água para se beber, quando o trem parou em Porto Santana.
Na beira da estrada vendiam muitas coisas e lá estava um vendendo um copo de caldo de cana.
Não tive dúvidas, ele foi quase que de um gole só.
Lá pelas tantas, algo estranho me sucedia. Alguns calafrios, um mal estar muito grande.
Márcio me pergunta se está tudo bem e eu respondo que sim. Afinal, logo de início você esta dizendo que não se encontrava bem não devia ser uma boa.
Enfim, chegamos à Serra do Navio. Fomos direto para o CCH. No caminho, Márcio me apresentava algumas pessoas e eu já não as conseguia distinguir bem. Me lembro quando entrei para o quarto e depois só me lembro quando alguém me perguntava "se agora estava tudo bem".
Olhei para um lado e para o outro, me parecia um quarto de hospital (e era).
Olhei para um lado e para o outro, me parecia um quarto de hospital (e era).
Na minha frente uma figura magra que me fizera a pergunta. Era o Dr. Raul Fontes. Bem, penso que foi aí que conheci o Raul.
Não sei se ele se lembra desse fato, mas até hoje, não sei como fui parar naquele hospital.
Guimarães