sábado, 13 de abril de 2013

ALGUMAS HISTÓRIAS DO MIGUEL DEL TETTO - Gilson, Scarpelli, Walter

Gilson
Dentre as pessoas que se mantém vivas na nossa memória, eu me lembro de um senhor, isso lá pelo ano de 1970, que ouvia a BBC de Londres no radio ondas curtas que ele tinha. Ele dizia que havia aprendido ingles, desse modo. Se não me engano, o nome dele era Miguel. Alguém se recorda de quem estou falando? Eu o encontrei no CCH de Santana, mas, se não me engano, ele era da Serra do Navio.
 
Scarpelli
O grande filósofo Miguel del Tetto, chefe do Almoxarifado de SNV, que tinha duas máximas:
“Aqui em SNV todo mundo sabe da vida de todo mundo. Só não fala por educação.”
“Quem começa a prever o clima, se vai chover ou não, ou é tolo ou é novato.”
Foi ele que logo após a inauguração da igreja de SNV, numa desastrada manobra de ré com sua pickup, derrubou a cruz que há pouco havia sido instalada no pátio em frente à igreja.


Walter Silva (WAL)
Miguel morava sozinho em uma casa enorme em Macapá. Quando saiu da ICOMI, em Santana, dava aula de inglês para jovens e adultos.
Era muito engraçado quando se referia a alguma pessoa, dizendo: "fulano é realmente uma boa pessoa, mas, no fundo, no fundo, não passa de um bom FDP".

 

CINTURINHA O MILAGREIRO - Murta

Alguém falou no CINTURINHA ?

Este eu conheci. Era uma figura. Pastor e vendedor do inimaginável. E no meu caso, até MILAGREIRO "que so´".

É que durante o trabalho de abertura da galeria de pesquisa na F12, apanhei uma carga de reumatismo tão grande nos pés, que quase nem podia andar.

Que não me leiam os médicos, mas o caso é que a Severiana comprou uns comprimidos no Cinturinha, tomei um à noite e a maleita sarou, até hoje.

STEPHANUS O GREGO - Márcio Martins

Nunca conheci pessoa mais metódica do que o Stephanus. A pick-up que ele dirigia era impecável. Certa vez fui de carona com ele para a área industrial e o vidro da pick-up estava embassado. No que fiz um movimento com a mão para limpar o vidro, levei a maior bronca. Ele disse que ia engordurar o vidro e suja-lo e me deu um pano, impecavelmente, limpo para isso.

Não entrava no CCH nem morto. Numa das memoráveis ginkanas serranas, uma das equipes tinha que levar o grego até à comissão organizadora que estava instalada dentro do CCH . Xavecaram o grego e lá foi ele. Chegou até à porta de entrada e disse: “Aí eu não entro! Tragam a comissão até aqui.” Não teve jeito. A comissão não saiu, o grego não entrou e a equipe não cumpriu a prova.

Sempre me dei bem com ele.Tinha uma filha que morava nos EUA. Quando ele faleceu, a ICOMI cuidou de todo o processo do inventário, que resumia-se em uma poupança na CEF. O Evaristo, advogado, ficou encarregado disso. Trabalheira, documento pra lá, documento pra cá, enfim com a papelada toda reunida o Evaristo foi à CEF liberar a poupança. O funcionário olhou bem os documentos e perguntou ao Evaristo; “Cadê a certidão de nascimento dele?"

O Evaristo voltou pro escritório central pisando duro, puto da vida e redigiu uma carta ao Ministro da Desburocratização – Hélio Beltrão, relatando o absurdo do fato. Concluiu a carta dizendo, mais ou menos isso: “O Brasil é  o único país do mundo que pra provar que alguém  tinha morrido, era preciso provar que o morto tinha nascido”.

Recebeu resposta do Ministro elogiando a atitude. Conseguiu liberar a poupança.