Nunca conheci pessoa mais
metódica do que o Stephanus. A pick-up que ele dirigia era impecável. Certa vez
fui de carona com ele para a área industrial e o vidro da pick-up estava
embassado. No que fiz um movimento com a mão para limpar o vidro, levei a
maior bronca. Ele disse que ia engordurar o vidro e suja-lo e me deu um pano,
impecavelmente, limpo para isso.
Não entrava no CCH nem morto.
Numa das memoráveis ginkanas serranas, uma das equipes tinha que levar o grego
até à comissão organizadora que estava instalada dentro do CCH . Xavecaram
o grego e lá foi ele. Chegou até à porta de entrada e disse: “Aí eu não entro! Tragam
a comissão até aqui.” Não teve jeito. A comissão não saiu, o grego não
entrou e a equipe não cumpriu a prova.
Sempre me
dei bem com ele.Tinha uma
filha que morava nos EUA. Quando ele faleceu, a ICOMI cuidou de todo o processo
do inventário, que resumia-se em uma poupança na CEF. O Evaristo, advogado,
ficou encarregado disso. Trabalheira, documento pra lá, documento pra cá, enfim
com a papelada toda reunida o Evaristo foi à CEF liberar a poupança. O
funcionário olhou bem os documentos e perguntou ao Evaristo; “Cadê a
certidão de nascimento dele?"
O Evaristo
voltou pro escritório central pisando duro, puto da vida e redigiu uma carta
ao Ministro da Desburocratização – Hélio Beltrão, relatando o absurdo do
fato. Concluiu a carta dizendo, mais ou menos isso: “O Brasil é o único
país do mundo que pra provar que alguém tinha morrido, era preciso provar
que o morto tinha nascido”.
Recebeu
resposta do Ministro elogiando a atitude. Conseguiu liberar a poupança.
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