quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BANANINHA II - Márcio Martins

A esposa do Bananinha estava grávida, perto de dar a luz. Então ele, aproveitando a oportunidade, aportou no escritório da geologia chorando as pitangas.

- Sabe doutor, minha mulher vai dar a luz e nós estamos meio necessitados de algumas coisas pra receber o neném. Tô precisando comprar um berço, fraldas, mamadeiras, e outras coisinhas. Como o pagamento é só pro final do mês, não dá pro senhor me adiantar um dinheiro pra eu providenciar estas coisas? No pagamento eu acerto.

História pra boi dormir, todo mundo se fechou em copas.

Mas o Abreu (geólogo) se condoeu, não pelo lero lero do Bananinha, mas pela possível situação de penúria que o bebe encontraria e emprestou  a grana.

Bananinha saiu satisfeito e falamos pro Abreu:

-“Pode dar adeus, essa grana você não vai receber nunca mais.”

--“Tudo bem, foi por causa do bebe”

Passado alguns dias, o Bananinha sorridente que só, desfilava pela Vila com um rádio tipo portátil, top de linha, que punha no chinelo o Transglobo 7 faixas do Abreu.

Daí foi aquela gozação pra cima do Abreu. “Você já viu o bercinho que o Bananinha comprou com o seu dinheiro?” . “Tá querendo pegar mais algum pras chupetas” e coisas do gênero.

O Abreu ficou muito puto e pediu pro encarregado trazer o dito cujo até o escritório.

Todo mundo lá, chega o Bananinha e o Abreu dá o maior esculacho no próprio e finalizou:

-“Bananinha, você revolucionou a física”

-“Ahhn?”

-“ É,  você conseguiu fazer com que o som fosse mais rápido que a luz.
Foi de morrer de rir.

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