FOI ROUBADO NO TREM
O Pastor era uma figura. De meia-idade, mais baixo que alto e mais gordo que magro, viajava no trem da EFA até à Serra do Navio, onde ia periodicamente cobrar o dízimo dos adeptos da sua Religião.
De regresso duma dessas actividades, deixou-se dormir e quando acordou, já em Santana, verificou que lhe tinham roubado a pasta, que ia um tanto volumosa. Quem foi, quem não foi o malvado, juntou-se uma multidão, houve palpites, mas nada feito. A pasta sumiu mesmo e o Pastor lá foi mais aliviado para casa.
Dias depois, um amigo, falando com ele, lamentou sinceramente o ocorrido, que um cara já não podia confiar em ninguém, que vivíamos num mundo de pecadores, etc., etc.
O Pastor então tranquilizou-o dizendo que não havia prejuízo além da pasta, que era velha, duns papéis sem valor e da Bíblia, mas mesmo essa não tinha muita importância pois tinha muitas lá em casa.
E o dinheiro da cobrança do dízimo? Perguntou o amigo.
Você pensa que eu sou bobo? O dinheiro eu trazia nos bolsos…
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