Bozó era um engenheiro mecânico chileno que trabalhou na manutenção da usina de Serra do Navio durante os anos de 1.979 e 1.980.
Naquela época, Manaus era a meca dos produtos importados, principalmente aparelhos de som, máquinas fotográficas e uma série de produtos supérfluos. Era comum as pessoas de Serra do Navio irem até Manaus para fazer compras, principalmente durante as férias.
Outros preferiam ir com maior regularidade, a cada 3 ou 4 meses, para fazerem compras e principalmente revenderem os produtos. O Bozó era um destes.
Em uma de suas viagem, o Bozó adquiriu uma série de produtos e ao retornar foi revistado no aeroporto. Na realidade, o Bozó chamou a atenção da receita federal por estar de bluza, o que não era comum em Manaus e em nenhum outro local da região norte.
Durante a revista foi solicitado que retirasse a bluza e aí, para surpresa geral, ele tinha mais ou menos uns 10 relógios em um dos braços. Não deu outra, foi detido. E para piorar ainda mais a situação, talvez pelo sotaque e também pela aparência, foi confundido com Carlos “O Chacal”, famoso terrorista Venezuelano.
A Icomi teve que enviar um emissário até Manaus para provar que ele não era o famoso terrorista e assim libertá-lo. Cabe ressaltar que nesta época estávamos em pleno regime militar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário