Na minha época de usina tínhamos dois técnicos bastante experientes, que trabalhavam revezando nos turno diurno e noturno: Noêmio e Domingos.
O Domingos não gostava de forma nenhuma do apelido. Se alguém chamasse era briga na certa.
Certa vez alguém da usina (não sei se da operação ou manutenção) pegou o telefone de alta voz e falou com uma voz abafada para não ser reconhecido: Alô Amapará, Alô Amapará.
Não demorou cinco minutos e Domingos entrou bufando na minha sala. Queria que todas as pessoas da usina fossem até um telefone de alta voz e repetissem, um de cada vez, o que tinha sido dito, para ele tentar reconhecer a voz.
Foi uma dificuldade enorme convencer o Domingos que isto não daria resultado e só iria piorar a situação.
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