No início, o pessoal em Vila Nova (jazida de cromita) dormia em redes numa construção sem paredes. O curioso é que os mosquitos não atacavam. Ou não existiam ou achavam o sangue impróprio para consumo…
Como estive um bocado envolvido naquele projecto, às vezes dormia lá, o que tentava evitar por saber que ressonava, ou melhor dizendo, roncava mesmo (calma, agora estou curado, diz que…). Assim, sempre fazia por me estender depois dos outros companheiros e ficar bastante tempo acordado.
Uma noite, a minha rede ficou montada mesmo ao lado da do geólogo Luís Cláudio de apelido Biotita,
Daí a pouco este desatou a roncar que nem um desalmado, que nem uma motosserra, parecendo que queria deitar o barraco a baixo.
Fiquei feliz da vida, e foi assim que eu consegui adormecer e perder o complexo.
Se o Amigo Biotita alguma vez ler isto, peço que me desculpe a recordação, pois se calhar é confusão minha e até se tratava dum outro roncador
De qualquer modo, como ele é meio filósofo, vai certamente compreender esta inofensiva prosa.
V.B.Murta (MTA)
Loulé, Portugal, Nov.2007
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